sexta-feira, 17 de março de 2017

“Metafísica da saúde” auxilia na busca da compreensão das causas das doenças

O LIVRO METAFÍSICA DA SAÚDE LEVA O LEITOR A COMPREENDER OS SINAIS DO CORPO, TRAZENDO UMA NOVA VISÃO DE VIDA
A edição do EAMB entrevistou o psicólogo Valcapelli Testa, um dos autores da série do livro Metafisica da Saúde, uma obra que, segundo os autores nos traz uma nova visão de vida e nos leva a compreender os sinais de nosso corpo, antes que a doença chegue. Ele fala da metafísica da saúde como recurso para a compreensão das causas emocionais das doenças. O corpo é uma espécie de sensor que acusa o modo como o indivíduo lida com os acontecimentos. Cada parte do organismo reflete uma emoção. Portanto, as alterações metabólicas têm origem no desequilíbrio emocional.

A aquisição da consciência metafísica das causas das disfunções do organismo proporciona um importante recurso para a reorganização e resgate da saúde.

O termo metafísica significa: meta = além e física = matéria. Portanto, tudo aquilo que estiver além do físico poderá ser considerado Metafísica.

Valcapelli diz que de acordo com Aristóteles, a metafísica é a busca da causa, do princípio inserido na filosofia, a origem do conhecimento e da sabedoria. Já a metafísica da saúde baseia-se na busca da causa da saúde e da doença.

“A leitura da metafísica da saúde é a busca dos potenciais do ser e das qualidades, que preservam nossa saúde, como se cada órgão do corpo fosse um ‘departamento’ do ser e nele expressasse nossos potenciais. Como exemplo, cito os ovários e os testículos que, metafisicamente, seriam a fonte manifestadora dos potenciais criativos, inovadores e da administração das adversidades. O estômago, manifestaria o potencial de lidar com os acontecimentos concretos. Cada órgão teria uma relação com esses potenciais do ser, conforme a série da Metafísica da Saúde, que faz a leitura dessa correlação entre os potenciais e as funções do corpo”.

Segundo Valcapelli, a medida em que mantemos essas qualidades ou administramos as situações do cotidiano, fazendo uso desses potenciais, o corpo  permanece saudável. Por outro lado, quando negligenciamos essa capacidade, reprimimos esses potenciais, ou nossos talentos são mal utilizados, criamos uma condição metafisicamente favorável ao surgimento das doenças que afetam o corpo. A raiz dos problemas físicos está na atitude interior, frente às situações do cotidiano. A postura da pessoa é determinante para preservação da saúde, e os conflitos interiores desencadeiam as doenças que afetam o organismo.

Valcapelli fala que algumas doenças físicas que afetam o organismo tem causa orgânica conforme a ciência aponta. Ele diz que a metafísica da saúde observa que paralela a esse quadro físico existem conflitos emocionais, mau uso das faculdades inerentes ao ser, fazendo com que o corpo apresente tais doenças. Então, segundo a metafísica da saúde, compreendemos resumidamente quais são as condições que nos mantém saudáveis e porque adoecemos.

Testa conta que ao logo dos anos, pesquisa a correlação entre cada doença e nossas condições internas, resumindo na publicação em cinco volumes da série Metafísica da Saúde, contendo informações a cerca de centenas de doenças com suas respectivas causas internas ou ‘emocionausas’.


“O estudo visa nos orientar o que estamos fazendo conosco, com nossos talentos e habilidades, de forma que machucamos nosso corpo porque negligenciamos esses talentos que nos tornariam pessoas felizes, em pleno uso de nossas faculdades, e consequentemente, bem-sucedidos na vida quotidiana, conquistando resultados promissores em nossas atuações diárias. Por outro lado, quando o corpo adoece é porque não nos encontramos em posse dessas faculdades e arrastamos por longo de muito tempo, angústias, infelicidades e muitos conflitos internos, levando o corpo a adoecer de maneira que ele reflete exatamente no que acontece interiormente no doente. Portanto, muitas pessoas que adoecem já vem sofrendo esses quadros interiores. O cuidado que ela passa a ter com a saúde, a necessidade de restaurar a saúde por meio do tratamento médico e cuidados físicos, através da metafísica, ela retorna a si e resgata esse elo perdido com suas faculdades. A própria cura obtida, seja por meio do tratamento médico ou por meio dos cuidados com o corpo, vem acompanhada de um resgate de potencial, aprendizado sobre como utilizar seus potenciais na vida quotidiana”.

Valcapelli exemplifica a metafísica da saúde, citando uma mulher cujas faculdades criativas de inovar foi reprimida, fazendo com que seu corpo tenha manifestado cistos de ovários. E, a medida em que ela cuida clinicamente do órgão ou resgata suas faculdades, ela volta a expressar seu potencial criativo e o uso de novas alternativas, tornando-se uma mulher independente, mais ousada e em busca de soluções.
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quinta-feira, 16 de março de 2017

Psicanálise

UM CAMINHO PARA TRABALHAR A INTOLERÂNCIA E O ADOECIMENTO DAS PESSOAS
Afeto, família, intolerância, frustrações, renúncia, drogadicção e escolhas, são alguns dos temas abordados no livro ‘Intolerância e Adoecimento’, escrito pelos psicanalistas José Aledi e Rosa Dulce.
José Aledi é formado em Filosofia e Teologia. Atuou como padre durante 28 anos na Arquidiocese de Vitória (ES) e por 24 anos trabalhou como professor de Teologia Moral e Ética, no Instituto de Filosofia e Teologia da Arquidiocese de Vitória (IFTAV). A partir de 2008 passou a se dedicar ao estudo da psicanálise. Segundo ele, o livro é reflexo da percepção de que o ser humano está ficando mais intolerante às situações corriqueiras do dia a dia, ocasionando em frustrações, aborrecimentos, contrariedades, entre outras condições. 
“O ser humano não tem o controle de todas as situações, se tornando frágil e inseguro. Por consequência, ele busca a autodefesa e se protege atacando o outro, ficando humanamente empobrecido e adoecido. Muitas delinquências e doenças nascem por conta da intolerância. Em psicanálise, conforme mostramos no livro, o grande instrumento é fazer com que o ser humano olhe para si. É necessário buscar o autoconhecimento sem ter medo, nem vergonha do que poderá perceber em si, para que consiga mais autocontrole e autodomínio. A partir do momento que eu me conheço, me compreendo e aceito como sou, cessarei minha projeção em outra pessoa. Ficarei mais leve, mais saudável, menos agressivo, mais tolerante, usarei menos drogas, beberei menos, fumarei menos, viverei melhor” conta. 
A psicanalista Rosa Dulce é professora de português, terapeuta familiar, leciona na Escola Freudiana de Vitória e busca compreender melhor os mistérios da vida, da morte, da loucura e das diferenças individuais. De acordo com ela, a psicanálise a levou a perceber que através da fala, o sujeito é capaz de mostrar o que pensa e também o que não pensa, e curar-se dos males da alma. Com consequência do estudo, da prática clínica e da troca com outros psicanalistas resolveu escrever, junto com seu amigo Aledi, sobre as causas do descontentamento, da infelicidade e da intolerância das pessoas.
“Percebemos que a psicanálise pode ser um caminho para trabalhar esse indivíduo intolerante, adoecido, com a capacidade de construção de uma nova perspectiva de vida, fazendo com que respeite o que vai contra os seus desejos, criando recursos para lidar com as frustrações e possibilitando o amadurecimento necessário para se tornar um sujeito mais autônomo, fortalecido, maduro e saudável. A análise pessoal é uma forma de o indivíduo buscar ser mais tolerante e mais feliz. Essa obra fala sobre a importância da família para a subjetivação desse ser. O sujeito, sendo amado, desejado antes de nascer, aceito depois que nasce, recebendo carinho e atenção, não sofrerá tanto, quando encarar os problemas diários. No entanto, não tendo isso na família, ele será ainda mais intolerante”, informa Rosa.
Segundo Aledi, o livro aborda sintomas atuais como isolamento, depressão, neurose obsessiva, drogadicção e violência. De acordo com o psicanalista, o homem tem dado mais valor a objetos e despreza o ser humano, invertendo valores.
“Trabalhamos todos esses aspectos baseados nos princípios da psicanálise no livo, ela tem condições de melhorar toda essa situação que encontramos em muitas pessoas, atualmente. A vida é feita de escolhas e cada uma delas reflete em consequências. Escolhemos o que vestimos, o que comemos, o caminho que percorreremos. As pessoas têm pouca consciência das consequências de suas escolhas e menos condições de gerenciar essas consequências. Isso é algo que fragiliza o ser falante, vulnerabilizando-o e fazendo com que tenha menos condições de renunciar. Como ninguém deseja renunciar mais nada, o egoísmo reina. Essa é uma das questões importantes que tratamos no livro e que vem como grande instrumento de construção de um novo ser humano. As pessoas estão tão vulneráveis e fragilizadas, que buscam um meio de se mostrar, de ser aceito pelo outro, como ocorre nas redes sociais, com postagens de algumas fotos ou mensagens”, afirma.
Aledi destaca que no final do livro os autores falam da experiência de um sujeito toxicômano, que conta sua história, fala da ausência de carinho na infância e do desprezo de sua mãe durante a gestação, fazendo com que ele encontre conforto nas drogas.
“Observamos que os jovens estão numa linha dentro ou fora do que é permitido, podendo se perder nesse caminho, vivendo numa estabilidade com a busca de esportes radicais, ou outra atividade que coloca suas vidas em risco. Buscam a morte, o sofrimento e o perigo, de forma inconsciente. Os drogadictos falam que os mais respeitados são aqueles que chegaram mais perto da morte, para mostrar ser o mais ‘forte’, o mais ‘corajoso’”, conclui.
A publicação é um grande alerta para as famílias e destaca a importância do afeto nas suas relações.
O livro ‘Intolerância e Adoecimento’ está a venda na Associação Capixaba de Psicanálise (ACAP), situado à rua Milton Ramalho Simões, 130, Edifício Simone - Jardim Camburi. Informações: (27) 99843-4612 e (27) 99831-5210.
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