sexta-feira, 17 de março de 2017

“Metafísica da saúde” auxilia na busca da compreensão das causas das doenças

O LIVRO METAFÍSICA DA SAÚDE LEVA O LEITOR A COMPREENDER OS SINAIS DO CORPO, TRAZENDO UMA NOVA VISÃO DE VIDA
A edição do EAMB entrevistou o psicólogo Valcapelli Testa, um dos autores da série do livro Metafisica da Saúde, uma obra que, segundo os autores nos traz uma nova visão de vida e nos leva a compreender os sinais de nosso corpo, antes que a doença chegue. Ele fala da metafísica da saúde como recurso para a compreensão das causas emocionais das doenças. O corpo é uma espécie de sensor que acusa o modo como o indivíduo lida com os acontecimentos. Cada parte do organismo reflete uma emoção. Portanto, as alterações metabólicas têm origem no desequilíbrio emocional.

A aquisição da consciência metafísica das causas das disfunções do organismo proporciona um importante recurso para a reorganização e resgate da saúde.

O termo metafísica significa: meta = além e física = matéria. Portanto, tudo aquilo que estiver além do físico poderá ser considerado Metafísica.

Valcapelli diz que de acordo com Aristóteles, a metafísica é a busca da causa, do princípio inserido na filosofia, a origem do conhecimento e da sabedoria. Já a metafísica da saúde baseia-se na busca da causa da saúde e da doença.

“A leitura da metafísica da saúde é a busca dos potenciais do ser e das qualidades, que preservam nossa saúde, como se cada órgão do corpo fosse um ‘departamento’ do ser e nele expressasse nossos potenciais. Como exemplo, cito os ovários e os testículos que, metafisicamente, seriam a fonte manifestadora dos potenciais criativos, inovadores e da administração das adversidades. O estômago, manifestaria o potencial de lidar com os acontecimentos concretos. Cada órgão teria uma relação com esses potenciais do ser, conforme a série da Metafísica da Saúde, que faz a leitura dessa correlação entre os potenciais e as funções do corpo”.

Segundo Valcapelli, a medida em que mantemos essas qualidades ou administramos as situações do cotidiano, fazendo uso desses potenciais, o corpo  permanece saudável. Por outro lado, quando negligenciamos essa capacidade, reprimimos esses potenciais, ou nossos talentos são mal utilizados, criamos uma condição metafisicamente favorável ao surgimento das doenças que afetam o corpo. A raiz dos problemas físicos está na atitude interior, frente às situações do cotidiano. A postura da pessoa é determinante para preservação da saúde, e os conflitos interiores desencadeiam as doenças que afetam o organismo.

Valcapelli fala que algumas doenças físicas que afetam o organismo tem causa orgânica conforme a ciência aponta. Ele diz que a metafísica da saúde observa que paralela a esse quadro físico existem conflitos emocionais, mau uso das faculdades inerentes ao ser, fazendo com que o corpo apresente tais doenças. Então, segundo a metafísica da saúde, compreendemos resumidamente quais são as condições que nos mantém saudáveis e porque adoecemos.

Testa conta que ao logo dos anos, pesquisa a correlação entre cada doença e nossas condições internas, resumindo na publicação em cinco volumes da série Metafísica da Saúde, contendo informações a cerca de centenas de doenças com suas respectivas causas internas ou ‘emocionausas’.


“O estudo visa nos orientar o que estamos fazendo conosco, com nossos talentos e habilidades, de forma que machucamos nosso corpo porque negligenciamos esses talentos que nos tornariam pessoas felizes, em pleno uso de nossas faculdades, e consequentemente, bem-sucedidos na vida quotidiana, conquistando resultados promissores em nossas atuações diárias. Por outro lado, quando o corpo adoece é porque não nos encontramos em posse dessas faculdades e arrastamos por longo de muito tempo, angústias, infelicidades e muitos conflitos internos, levando o corpo a adoecer de maneira que ele reflete exatamente no que acontece interiormente no doente. Portanto, muitas pessoas que adoecem já vem sofrendo esses quadros interiores. O cuidado que ela passa a ter com a saúde, a necessidade de restaurar a saúde por meio do tratamento médico e cuidados físicos, através da metafísica, ela retorna a si e resgata esse elo perdido com suas faculdades. A própria cura obtida, seja por meio do tratamento médico ou por meio dos cuidados com o corpo, vem acompanhada de um resgate de potencial, aprendizado sobre como utilizar seus potenciais na vida quotidiana”.

Valcapelli exemplifica a metafísica da saúde, citando uma mulher cujas faculdades criativas de inovar foi reprimida, fazendo com que seu corpo tenha manifestado cistos de ovários. E, a medida em que ela cuida clinicamente do órgão ou resgata suas faculdades, ela volta a expressar seu potencial criativo e o uso de novas alternativas, tornando-se uma mulher independente, mais ousada e em busca de soluções.
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quinta-feira, 16 de março de 2017

Psicanálise

UM CAMINHO PARA TRABALHAR A INTOLERÂNCIA E O ADOECIMENTO DAS PESSOAS
Afeto, família, intolerância, frustrações, renúncia, drogadicção e escolhas, são alguns dos temas abordados no livro ‘Intolerância e Adoecimento’, escrito pelos psicanalistas José Aledi e Rosa Dulce.
José Aledi é formado em Filosofia e Teologia. Atuou como padre durante 28 anos na Arquidiocese de Vitória (ES) e por 24 anos trabalhou como professor de Teologia Moral e Ética, no Instituto de Filosofia e Teologia da Arquidiocese de Vitória (IFTAV). A partir de 2008 passou a se dedicar ao estudo da psicanálise. Segundo ele, o livro é reflexo da percepção de que o ser humano está ficando mais intolerante às situações corriqueiras do dia a dia, ocasionando em frustrações, aborrecimentos, contrariedades, entre outras condições. 
“O ser humano não tem o controle de todas as situações, se tornando frágil e inseguro. Por consequência, ele busca a autodefesa e se protege atacando o outro, ficando humanamente empobrecido e adoecido. Muitas delinquências e doenças nascem por conta da intolerância. Em psicanálise, conforme mostramos no livro, o grande instrumento é fazer com que o ser humano olhe para si. É necessário buscar o autoconhecimento sem ter medo, nem vergonha do que poderá perceber em si, para que consiga mais autocontrole e autodomínio. A partir do momento que eu me conheço, me compreendo e aceito como sou, cessarei minha projeção em outra pessoa. Ficarei mais leve, mais saudável, menos agressivo, mais tolerante, usarei menos drogas, beberei menos, fumarei menos, viverei melhor” conta. 
A psicanalista Rosa Dulce é professora de português, terapeuta familiar, leciona na Escola Freudiana de Vitória e busca compreender melhor os mistérios da vida, da morte, da loucura e das diferenças individuais. De acordo com ela, a psicanálise a levou a perceber que através da fala, o sujeito é capaz de mostrar o que pensa e também o que não pensa, e curar-se dos males da alma. Com consequência do estudo, da prática clínica e da troca com outros psicanalistas resolveu escrever, junto com seu amigo Aledi, sobre as causas do descontentamento, da infelicidade e da intolerância das pessoas.
“Percebemos que a psicanálise pode ser um caminho para trabalhar esse indivíduo intolerante, adoecido, com a capacidade de construção de uma nova perspectiva de vida, fazendo com que respeite o que vai contra os seus desejos, criando recursos para lidar com as frustrações e possibilitando o amadurecimento necessário para se tornar um sujeito mais autônomo, fortalecido, maduro e saudável. A análise pessoal é uma forma de o indivíduo buscar ser mais tolerante e mais feliz. Essa obra fala sobre a importância da família para a subjetivação desse ser. O sujeito, sendo amado, desejado antes de nascer, aceito depois que nasce, recebendo carinho e atenção, não sofrerá tanto, quando encarar os problemas diários. No entanto, não tendo isso na família, ele será ainda mais intolerante”, informa Rosa.
Segundo Aledi, o livro aborda sintomas atuais como isolamento, depressão, neurose obsessiva, drogadicção e violência. De acordo com o psicanalista, o homem tem dado mais valor a objetos e despreza o ser humano, invertendo valores.
“Trabalhamos todos esses aspectos baseados nos princípios da psicanálise no livo, ela tem condições de melhorar toda essa situação que encontramos em muitas pessoas, atualmente. A vida é feita de escolhas e cada uma delas reflete em consequências. Escolhemos o que vestimos, o que comemos, o caminho que percorreremos. As pessoas têm pouca consciência das consequências de suas escolhas e menos condições de gerenciar essas consequências. Isso é algo que fragiliza o ser falante, vulnerabilizando-o e fazendo com que tenha menos condições de renunciar. Como ninguém deseja renunciar mais nada, o egoísmo reina. Essa é uma das questões importantes que tratamos no livro e que vem como grande instrumento de construção de um novo ser humano. As pessoas estão tão vulneráveis e fragilizadas, que buscam um meio de se mostrar, de ser aceito pelo outro, como ocorre nas redes sociais, com postagens de algumas fotos ou mensagens”, afirma.
Aledi destaca que no final do livro os autores falam da experiência de um sujeito toxicômano, que conta sua história, fala da ausência de carinho na infância e do desprezo de sua mãe durante a gestação, fazendo com que ele encontre conforto nas drogas.
“Observamos que os jovens estão numa linha dentro ou fora do que é permitido, podendo se perder nesse caminho, vivendo numa estabilidade com a busca de esportes radicais, ou outra atividade que coloca suas vidas em risco. Buscam a morte, o sofrimento e o perigo, de forma inconsciente. Os drogadictos falam que os mais respeitados são aqueles que chegaram mais perto da morte, para mostrar ser o mais ‘forte’, o mais ‘corajoso’”, conclui.
A publicação é um grande alerta para as famílias e destaca a importância do afeto nas suas relações.
O livro ‘Intolerância e Adoecimento’ está a venda na Associação Capixaba de Psicanálise (ACAP), situado à rua Milton Ramalho Simões, 130, Edifício Simone - Jardim Camburi. Informações: (27) 99843-4612 e (27) 99831-5210.
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Febre amarela: vacina evita surto da doença

É NECESSÁRIO INFORMAR-SE ACERCA DAS REAÇÕES DA VACINA
Pessoas com doenças autoimunes, imunossuprimidas ou alérgicas precisam ter cuidado.
Há muito tempo não se ouvia falar da febre amarela. No entanto, atualmente, a doença é pauta nos meios de comunicação, por causa do surto que ronda o Espírito Santo. Com o resultado do exame de um macaco encontrado na capital ter sido positivo para o vírus da doença silvestre, a Prefeitura Municipal de Vitória realiza ação para prevenir o surto de febre amarela na cidade, com a vacinação de toda a população.
De acordo com o médico do trabalho Jorge Luiz de Miranda, especialista em Medicina Psicossomática e Psicologia Junguiana, a febre amarela é uma doença grave causada por vírus (flavivirus) transmitido por mosquitos.
“A transmissão é proveniente da picada de mosquito que serve como vetor do vírus da febre amarela. Na forma silvestre são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes e na urbana é o Aedes aegypti (o mesmo da dengue). As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. Em cerca de 70% dos infectados não apresentam sintomas. Ela é diagnosticada através do método sorológico (o mais utilizado é o ELISA), que detecta anticorpos IgM a partir do 4º dia de doença”, informa Jorge.
Segundo o médico, o tratamento é sintomático. Ele diz que ainda não existem medicamentos que possam matar o vírus e em 10% dos casos pode evoluir para a forma grave e causar a morte das pessoas.
Jorge afirma que a doença não é contagiosa, ou seja, não há transmissão de pessoa a pessoa. É transmitida somente pela picada de mosquitos infectados com o vírus da febre amarela.
“A cura da febre amarela é espontânea caso o paciente sobreviva. A imunidade é adquirida naturalmente ou através da vacinação. A vacina tem que ser aplicada até dez dias antes da pessoa viajar para área de risco (tempo suficiente do organismo criar anticorpos). A prevenção é feita através do combate ao mosquito e com a vacinação da população. O paciente deve procurar uma unidade de saúde mais próxima a fim de confirmar o diagnóstico e notificar a doença”, complementa Jorge.

Prevenção

A única forma de prevenção da doença é através da vacina contra febre amarela, que segue critérios recomendados pelo Programa Nacional de Imunizações.
Os médicos e especialistas da área de infectologia e imunologia são unânimes em recomendar que é necessário se informar com o profissional da saúde para saber se a pessoa está apta em tomar a vacina.
O médico Jorge Miranda informa que a vacina contra febre amarela deve ser tomada em duas doses. “A dose é recomendada tanto para adultos quanto para crianças. As crianças devem receber as vacinas aos nove meses e aos quatro anos de idade. Assim, a proteção está garantida para o resto da vida. Para quem não tomou as doses na infância, a orientação é de uma dose da vacina e outra de reforço, dez anos após a primeira dose”, afirma.

Contra indicação

Pessoas com histórico de reação alérgica a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos com proteína bovina), bem como histórico anterior de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, ausência de timo ou remoção cirúrgica), em tratamento de câncer, ou portadores de HIV com imunodepressão, devem buscar orientação médica.
O site do Ministério da Saúde informa que a vacina é contraindicada para crianças menores de seis meses, idosos acima dos 60 anos (que nunca foram vacinados), gestantes, mulheres que amamentam crianças de até seis meses, pacientes em tratamento de câncer e pessoas imunodeprimidas. Em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação para estes grupos, levando em conta o risco de eventos adversos.

Outras informações

De acordo com resultados do Projeto Muriqui – ES, um programa de conservação e monitoramento de populações de muriquis da Mata Atlântica do Espírito Santo, vinculado ao  Departamento de Ciências Biológicas da UFES, e é desenvolvido na Região Serrana do ES, a febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), causada por um vírus, desenvolvendo febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas, vômitos e icterícia (cor amarelada na pele, no nariz, Ana boca ou nos olhos). Ocorre nos continentes americanos (América do Sul) e africano. No Brasil, ela é uma doença frequente (endêmica) que ocorre principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste. No Espírito Santo, existem algumas áreas consideradas de risco, como a região do Caparaó e o Norte do Estado.

Primatas: as vítimas da febre amarela

Os macacos servem como alerta ao surto de febre amarela

O Biólogo Sérgio Lucena, Professor de Zoologia da UFES e Coordenador do Projeto Muriqui – ES, diz que os macacos são extremamente sensíveis à febre amarela e podem sofrer uma alta mortandade em épocas de surtos, por causa disso, eles são verdadeiros sentinelas, nos alertando quanto um surto da febre amarela está presente e a rapidez da sua transmissão em uma região. Por isso, eles desempenham um papel importante no combate à doença.
“Devido à febre amarela, vários macacos estão morrendo em pouquíssimo tempo no Espírito Santo, deixando diferentes partes das florestas vazias. A espécie mais sensível é o macaco barbado (ou bugio), entretanto, outras espécies podem ser encontradas, vítimas da doença”, informa.
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quarta-feira, 15 de março de 2017

Síndrome de Sjögren

BOCA SECA PODE SER SINAL DE SÍNDROME DE SJögren



É sempre bom estar atento aos sinais que nosso corpo emite e procurar a orientação do médico antes que o problema possa se agravar.

Muitas vezes, sentimos algum tipo de mal estar, como a ausência de saliva na boca e outros sintomas, e percebemos que nossa saúde não vai muito bem. No entanto, por falta de tempo ou de informação, achamos que são apenas sintomas de estresse, hábitos diários, idade, entre outras causas. Ocorre que nem sempre percebemos que alguns sintomas podem estar associados a uma determinada doença. É o caso da Síndrome de Sjögren, que envolve diferentes órgãos do corpo, trazendo à tona sintomas que podem confundir tanto o paciente quanto o médico, ocasionando no atraso do diagnóstico e do tratamento.
Mas o que é a Síndrome de Sjögren? Há quem acredite que a síndrome é parente do lupus, mas de acordo com a reumatologista pediatra Mirna Thomishi Salume (30 anos), a Síndrome de Sjögren é uma doença reumática auto-imune idiopática, ou seja, de causa desconhecida, que afeta principalmente as glândulas lacrimais e salivares, levando a sintomas de olho e boca secos. Ela pode ser primária - quando o paciente só tem essa doença ou secundária - quando está associada à outra doença como a artrite reumatóide ou lúpus eritematoso sistêmico.
Mirna fala que os principais sintomas da síndrome são olhos e boca secos. “O paciente pode relatar sensação de areia nos olhos ou de corpo estranho, dificuldade para abrir os olhos pela manhã, vermelhidão ocular. A boca seca leva à dificuldade de engolir alimentos secos, sem ingerir líquido, feridas pequenas nos cantos da boca, cáries freqüentes e quebra fácil dos dentes. Pode levar ainda à inflamação nas articulações, músculos e rins, além de acometimento pulmonar e de sistema nervoso central nas formas mais graves da doença”, explica.
O diagnóstico, segundo a médica, é feito pelo conjunto da clínica característica, associado a testes que auxiliam a obter o resultado, como exames de sangue (Anticorpo Anti-Nucleo, Anti-RO/SSA, Fator Reumatoide), medida da quantidade de lágrima (Teste de Schirmer), cintilografia das glândulas e até biopsia de glândula salivar.
Mirna informa que o tratamento é feito por médico reumatologista, utilizando colírios para lubrificação dos olhos, saliva artificial e medicações especificas para a doença, que podem ser via oral e/ou injetáveis. “Além disso, o paciente também deve manter acompanhamento com odontologista e médico oftalmologista”, acrescenta.
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Vitamina D: uma alternativa para o tratamento de doenças autoimunitárias

Entrevista com Dr Cícero Coimbra

Esclerose múltipla, lúpus, fibromialgia, artrite reumatoide, vitiligo, psoríase, entre outras doenças podem ser tratadas com altas doses da vitamina D

Em entrevista à edição do jornal EAMB, o neurologista Cícero Galli Coimbra, professor do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), falou a respeito do tratamento das doenças neurodegenerativas e das autoimunes, com altas doses de vitamina D. Ele afirma que os níveis baixos da vitamina trazem muitos prejuízos à saúde dos brasileiros e faz com que o País crie uma geração de pessoas com capacidade intelectual limitada.
“A ingestão diária de uma dose de 10 mil unidades de vitamina D, por todas as gestantes seria uma revolução: nasceriam crianças de alta capacidade de aprendizado e em 10 anos o país teria uma geração de jovens capazes de produzir tecnologia de ponta; a possibilidade do nascimento de crianças com retardo por causa da microcefalia seria dramaticamente reduzida, ocorrendo o contrário, o nascimento de superdotadas”, afirma.
Segundo o médico, com concentrações adequadas de vitamina D, a placenta produz substâncias que destroem vírus, protozoários, bactérias, ou qualquer germe que possa provocar algum tipo de infecção.
“A ingestão de 10 mil uni-dades da vitamina D pelas gestantes, pode quase erradicar a microcefalia provocada pelo Zika e outros vírus. É uma medi-da barata e eficaz. Se elas não tivessem deficiência de vitamina D, não haveriam tantas doenças”, defende.

Confira a entrevista completa:

EAMB >>Onde encontramos a vitamina D?
Nossa única fonte real é a radiação solar. A quantidade de vitamina D presente nos alimentos é insignificante. Uma pessoa jovem de pele clara consegue produzir cerca de 10 mil unidades de vitamina D, com pouco tempo de exposição da superfície quase total do corpo e em posição horizontal ao sol forte, diariamente, durante 20 minutos, sem protetor solar - porque ele impede a produção desse hormônio – , contrastando com o que é indicado na clínica. A pessoa mais velha precisará de mais tempo de exposição para produzir a mesma quantidade de um jovem. O acúmulo de novos conhecimentos nos últimos anos demonstra que necessitamos de suplementação da vitamina D em doses muito superiores àquelas que se mantêm sendo recomendadas na prática médica. À medida que envelhecemos tornado-nos mais resistentes aos efeitos da vitamina D, de forma que a população idosa pode necessitar de doses ainda maiores. 
A vitamina D é extremamente importante para o sistema nervoso, tem funções mais amplas e diversificadas do que os hormônios e recebeu o nome de vitamina por um erro histórico, numa época em que descobriram a substância no óleo de fígado de bacalhau, para curar o raquitismo. É mais do que um hormônio.
>>Para produzir a vitamina D precisamos de sol forte. Como fica a cultura da sociedade sobre a necessidade do uso do protetor solar?
Vivemos numa pandemia mundial de deficiência de vitamina D. O uso indiscriminado do bloqueador para proteger a pele do sol favorece o surgimento de doenças neurodegenerativas, crianças com autismo, e uma série de outros problemas de saúde.
>>O que pode provocar a carência de vitamina D?
A carência desse hormônio aumenta o risco de mais de 16 tipos diferentes de câncer, favorece o aparecimento de diabetes, hipertensão, abortos no início da gestação, microcefalia por infeção cerebral (encefalite) pré-natal, além de estar correlacionada com doenças neurodegenerativas e autoimunes, como Esclerose Múltipla, Alzheimer e Parkinson. Se toda a população adulta tomasse apenas 5 mil UI de vitamina D diariamente, possivelmente, diminuiria cerca de 40% o número de novos casos de câncer.
Se estima que no inverno numa cidade urbana como São Paulo quase 80% da população é deficiente em vitamina D.
A pandemia mundial de deficiência de vitamina D deixa o sistema imunológico enfraquecido e desregulado. Assim, nosso sistema imunológico deixa de fazer o que deve (reagir com eficiência contra os microrganismos causadores de doenças – tais como a tuberculose que, ressurgida com força total em paralelo com a pandemia mundial de deficiência de vitamina D, atualmente agrega 9 milhões de novos diagnósticos por ano e leva à morte 4.000 pessoas por dia em todo o mundo) e faz o que não deve, ataca nosso próprio organismo, ocasionando doenças autoimunes como a síndrome de Guillain-Barré, diabetes do tipo 1, artrite reumatoide, lúpus, esclerose múltipla, hepatite autoimune, cirrose biliar primária, espondilite anquilosante, miastenia gravis, polimiosite, psoríase, neurites ópticas e uveítes que podem levar à cegueira, e tantas outras.
Não tenho receio algum de afirmar, também de forma categórica, que as trágicas epidemias que periodicamente assolam o País (de Zika, Dengue e Chikungunya) não ocorreriam com a intensidade e frequência que estamos presenciando se houvesse sido estabelecida há vários anos uma política de saúde pública voltada para a correção da hipovitaminose D com a utilização de doses corretas, muito superiores àquelas que são ainda atualmente praticadas no Brasil.
>>Como é o tratamento de doenças autoimunitárias com a vitamina D ?
Basta usar a dose de vitamina D receitada por um médico treinado (megadoses diárias ajustadas individualmente conforme exames de laboratório), seguir uma dieta livre de alimentos ricos em cálcio - evitando produtos lácteos e outros alimentos artificialmente enriquecidos com cálcio, como “leite” de aveia, arroz ou de soja - e hidratação de, no mínimo, 2 litros e meio de líquidos por dia. Com a dose correta não é necessário nenhum outro medicamento, bastando controlar o emocional, evitar banhos excessivamente quentes, tabagismo, consumo frequente de álcool e prevenir infecções urinárias recorrentes.
A atrite reumatoide agride as articulações, o vitiligo e a psoríase agridem a pele, a miastenia agride o local onde o nervo que se conecta ao músculo, a polimiosite agride o músculo, a esclerose múltipla agride o cérebro e a medula espinhal, o lúpus agride os vasos sanguíneos, a fibromialgia agride os músculos, tendões e ligamentos. Para essas e outras doenças são indicadas doses elevadas de vitamina D, acima de 10 mil unidades. O tratamento é feito por médico treinado em usar doses altas. Existem preparações tópicas com a vitamina para o tratamento de psoríase.
>>O tratamento promete a cura?
O tratamento consegue deixar a doença desligada, suprimida, sem manifestações, enquanto estiver usando as altas doses de vitamina D, e é indispensável seguir a dieta, a hidratação e outras recomendações.
>>Onde o tratamento pode ser encontrado?
Médicos de países da Europa, Estados Unidos, Canadá e de vários outros lugares do mundo estão sendo treinados por nós para realizarem o tratamento com as doses elevadas de vitamina D. O médico que tiver interesse em participar do treinamento, pode entrar em contato conosco através do e-mail cgc.secretaria@gmail.com. No link https://vitaminadporumaoutraterapia.wordpress.com/contatos-de-medicos/ você encontra os contatos de médicos no Brasil que realizam o tratamento com vitamina D baseados no protocolo desenvolvido por nossa equipe.
>>Porque existem críticas sobre esse tipo de tratamento e não existe tanto empenho para divulgá-lo?
Talvez porque estamos indo na contramão do interesse econômico da indústria farmacêutica que tem profunda influência na seleção das informações transmitidas no meio médico através do patrocínio de congressos e publicações. As doenças autoimunitárias (e doenças crônicas em geral) produzem lucros anuais de dezenas de bilhões de dólares para a indústria de medicamentos que, como qualquer empresa, via de regra prioriza o lucro acima de tudo. Drogas recentemente patenteadas são frequentemente lançadas no mercado farmacêutico a custos muito elevados, mesmo com graves efeitos colaterais já reconhecidos, mediante promessas de sucesso terapêutico fundamentadas em estudos financeiramente patrocinados pela própria indústria produtora. Depois de vários anos de uso grupos de pesquisadores independentes demonstram a ineficácia desses produtos, tal como recentemente ocorreu com o emprego de interferonas para o tratamento da esclerose múltipla. O financiamento de tais produtos tem progressivamente levado à falência os sistemas de saúde em todo o mundo, mas a forte atividade lobista da indústria junto a formadores de opinião e administradores não permite a sua substituição por recursos de fato efetivos e de baixo custo, voltados para o combate às causas das doenças e não apenas aos seus efeitos.
Estima-se que, em 2017, só a esclerose múltipla produzirá um lucro de 17 bilhões de dólares para a indústria farmacêutica.
>>Qualquer pessoa pode ir na farmácia, comprar a vitamina e tomar altas doses para curar doenças?
O uso de altas doses de vitamina D pode causar sérios riscos à saúde caso o paciente não esteja sendo acompanhado por um médico habilitado a ajustar a dose diária de acordo com o grau de resistência individual aos efeitos da vitamina. Tal resistência tem sido documentada por diversos estudos e tem origem genética (por isso a presença de parentes portadores da mesma doença ou de outras doenças autoimunes). Uma pessoa saudável, pode utilizar 10.000 UI diárias que não causarão nenhum risco, muito pelo contrário, trarão inúmeros benefícios na prevenção de diversas doenças graves muito comuns (inclusive doenças psiquiátricas, cardiovasculares, hipertensão e diabetes) e na capacidade de controle emocional, aprendizado, memória e raciocínio. Para aqueles que sofrem de alguma doença autoimune, essa dose trará um alívio parcial, mas não eliminará o problema. As doses maiores somente podem ser utilizadas com acompanhamento médico e com o resultado da análise laboratorial para que não seja ultrapassada a dose apenas necessária para compensar os efeitos da resistência genética aos efeitos reguladores da vitamina D sobre o sistema imunológico. Por outro lato, não falamos em cura, mas sim em efetivo controle da doença para que o indivíduo possa ter uma vida normal, livre do acúmulo de sequelas, desde que sustente o tratamento que atualmente é proposto por tempo indeterminado.
>>Gostaria de destacar algo para concluir nossa entrevista?
Tenho esperança de que a importância da correção da pandemia da deficiência da vitamina D venha a ser logo realisticamente valorizada pelo sistema de saúde nacional. Atualmente cerca de 85% dos bebês no Brasil estão nascendo com deficiência de vitamina D. Isso é uma tragédia que os deixará vulneráveis ao longo de toda a vida a várias doenças alérgicas, autoimunes e metabólicas devido a um fenômeno cuja importância para a saúde humana encontra-se já reconhecida pela ciência moderna – chamado epigenética. Devido ao hábitos do ambiente urbano, nem sequer o ensolarado Nordeste Brasileiro é poupado dessa tragédia, que terá repercussões para toda a vida do indivíduo. No Nordeste a situação é piorada pelo fato de que 50% ou mais da população vive próxima a um esgoto a céu aberto, onde todo o material descartável é jogado pela falta de um sistema de coleta de lixo, formando recipientes encalhados nos detritos que propicia a água parada para o desenvolvimento das larvas do mosquito transmissor de Zika, Dengue e Chikungunya.
Ao longo do último trimestre da gestação e dos primeiros 3 meses de vida pós-natal o cérebro se multiplica várias vezes em volume e peso. Essa fase é chamada de “surto de crescimento cerebral”. Qualquer privação de nutrientes ou outras substâncias fundamentais para o desenvolvimento do sistema nervoso nesse período terá repercussões para a função cerebral que se sustentarão ao longo de toda a vida do indivíduo. Trata-se de uma chance única, uma janela de oportunidade que nunca mais irá se repetir. Se o sistema de saúde fornecesse pelo menos 7.000 UI de vitamina D por dia para as gestantes, além de evitarmos diversos problemas gestacionais (como abortos espontâneos, hipertensão e prematuridade), poderíamos ter uma geração de crianças com alta capacidade de aprendizado escolar – muitas delas de fato superdotadas. Revolucionaríamos o sistema educacional a médio prazo e teríamos uma geração de indivíduos altamente capazes de produzir tecnologia de ponta: um verdadeiro salto quântico para o futuro que de outra forma seria somente alcançado em séculos.

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